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LIONS CLUBE
DE BELMONTE - PEDRO ÁLVARES CABRAL |
| INSTRUÇÃO LIONÍSTICA |
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Invocação lida pelo C/L Alves Pacheco do Lions Clube de Castelo Branco (Centro) na 1ª Reunião de Região e Divisão, presididas pelos respectivos Presidentes, no Restaurante Praça Velha, em Castelo Branco. INVOCAÇÃO Invoco o Amor! Que venha até nós! Renunciamos assim às críticas? Seja. Mas que o Amor venha até nós! O mundo está cheio de pessoa críticas. Critica-se os Presidentes das Repúblicas, critica-se os Ministros, critica-se os Deputados, critica-se os Autarcas, critica-se os Administradores, critica-se os que consomem, critica-se os que aforram, critica-se os que trabalham, critica-se os que preguiçam, critica-se o irmão, a irmã e até o pai e a mãe e o filho. O mundo esta a rebentar pelas costuras com tantas pessoas críticas, mas o mundo precisa é de pessoas que amem. Precisa de Madres Teresas, precisa de Franciscos de Assis, precisa de João Paulos II, precisa de Roberts Schuman. “ O amor compreende, perdoa, liberta, encoraja, anima, incita, espera, acredita”. De Paulo de Tarso, o que a luz da Estrada de Damasco mudou. Recordo aqui o Cântico do Amor, que pode ler-se na 1ª Epistola aos Corintios, 13, 1 - 8: Ainda que eu falasse línguas, As dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria com um bronze que soa ou como um címbalo que tine. Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor eu nada seria. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se eu não tivesse o amor isso nada me adiantaria. O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não se ostenta não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, Tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. Ao entrar nesta sala soube que contigo, Companheiro, também o amor chegava. Cada um de nós é uma caixa de segredos. Cada um de nós, pela vida misteriosa que pula no nosso coração, merece o Óscar e o Nobel da Academia. Os nossos sonhos de bem-fazer, dão-nos asas como se fôssemos irmãos dos pássaros, a perder-nos no ar, vogando rente ás nuvens altas. Sonhamos. Sonhamos a levar à boca o sabor da primeira boca que beijamos a tremer. Sonhamos com o bem que queremos fazer. Se estes sonhos se apagam dentro de nós, fica um denso nevoeiro e o nevoeiro nunca deixa ver claro. Faltam aqui Companheiros. O nevoeiro adensou-se em seus corações. Há poucos dias, vi na RTP uma Confraria Gastronómica do Norte. São 30 os Confrades. Reúnem com jantar todos os meses. Estão todos. Quando isto ouvi e comparei com o nosso passado, senti um arrepio como se alguém me tivesse morrido. Senti esse arrepio como sentiria a morte de alguém querido. É que o amor dói. É feito de privação, bem sei. É ilógico, bem sei. Mas é o fenómeno mais lúcido da existência anímica. É a fonte que sacia a nossa sede de ternura. E, com tão poucos aqui, a minha sede ficou mais sede. Se nada tens para dar, Companheiro, dá a beber a própria sede. Quem recusa o amor? O amor é eterno. Eterno, enquanto dura, dizem as vozes de hoje. O amor, o verdadeiro amor, é eterno. “O amor jamais passará”, disse-nos Paulo de Tarso. Vamos viver as nossas reuniões. Vamos embriagar-nos de amor. Castelo Branco, 17 de Novembro de 2006. CL Alves Pacheco
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