LIONS CLUBE DE BELMONTE - PEDRO ÁLVARES CABRAL

INSTRUÇÃO LIONÍSTICA
 
  • Dia - 18 / 11 / 2006

Invocação lida pelo C/L Alves Pacheco do Lions Clube de Castelo Branco (Centro) na  1ª Reunião de Região e Divisão, presididas pelos respectivos Presidentes, no Restaurante Praça Velha, em Castelo Branco.

INVOCAÇÃO

Invoco o Amor!

Que venha até nós! Renunciamos assim às críticas? Seja. Mas que o Amor venha até nós!

O mundo está cheio de pessoa críticas. Critica-se os Presidentes das Repúblicas, critica-se os Ministros, critica-se os Deputados, critica-se os Autarcas, critica-se os Administradores, critica-se os que consomem, critica-se os que aforram, critica-se os que trabalham, critica-se os que  preguiçam, critica-se o irmão, a irmã e até o pai e a mãe e o filho.

O mundo esta a rebentar pelas costuras com tantas pessoas críticas, mas o mundo precisa é de pessoas que amem. Precisa de Madres Teresas, precisa de Franciscos de Assis, precisa de João Paulos II, precisa  de Roberts Schuman.

“ O amor compreende, perdoa, liberta, encoraja, anima, incita, espera, acredita”.

De Paulo de Tarso, o que a luz da Estrada de Damasco mudou. Recordo aqui o Cântico do Amor, que pode ler-se na 1ª Epistola aos Corintios, 13,  1 - 8:

Ainda que eu falasse línguas,

As dos homens e as dos anjos,

se eu não tivesse o amor,

seria com um bronze que soa

ou como um címbalo que tine.

Ainda que eu tivesse o dom da profecia,

o conhecimento de todos os mistérios

e de toda a  ciência,

ainda que tivesse toda a fé

a ponto de transportar montanhas,

se não tivesse o amor

eu nada seria.

Ainda que eu distribuísse

todos os meus bens aos famintos,

ainda que entregasse

o meu corpo às chamas,

se eu não tivesse o amor

isso nada me adiantaria.

O amor é paciente,

o amor é prestável,

não é invejoso, não se ostenta

não se incha de orgulho.

Nada faz de inconveniente,

não procura o seu próprio interesse,

não se irrita, não guarda rancor.

Não se alegra com a injustiça

mas  rejubila com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê,

Tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará.

Ao entrar nesta sala soube que contigo, Companheiro, também o amor chegava.

Cada um de nós é uma caixa de segredos. Cada um de nós, pela vida misteriosa que pula no nosso coração, merece o Óscar e o Nobel da Academia.

Os nossos sonhos de bem-fazer, dão-nos asas como se fôssemos irmãos dos pássaros, a perder-nos no ar, vogando rente ás nuvens altas. Sonhamos. Sonhamos a levar à boca o sabor da primeira boca que beijamos a tremer. Sonhamos com o bem que queremos fazer.

Se estes sonhos se apagam dentro de nós, fica um denso nevoeiro e o nevoeiro nunca deixa ver claro.

Faltam aqui Companheiros. O nevoeiro adensou-se em seus corações.  

Há poucos dias, vi na RTP uma Confraria Gastronómica do Norte. São 30 os Confrades. Reúnem com jantar todos os meses. Estão todos.

Quando isto ouvi e comparei com o nosso passado, senti um arrepio como se alguém me tivesse morrido. Senti esse arrepio como sentiria a morte de alguém querido. É que o amor dói. É feito de privação, bem sei. É ilógico, bem sei. Mas é o fenómeno mais lúcido da existência anímica. É a fonte que sacia a nossa sede de ternura. E, com tão poucos aqui, a minha sede ficou mais sede.

Se nada tens para dar, Companheiro, dá a beber a própria sede.

Quem recusa o amor?

O amor é eterno.

Eterno, enquanto dura, dizem as vozes de hoje.

O amor, o verdadeiro amor, é eterno.

“O amor jamais passará”, disse-nos Paulo de Tarso.

Vamos viver as nossas reuniões.

Vamos embriagar-nos de amor.

Castelo Branco, 17 de Novembro de 2006.

CL Alves Pacheco

 

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